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por Helô Beraldo

(Texto escrito para o blog d’A Casa Tombada em setembro de 2020)

Ternura mudada em força.

A fraqueza geral do corpo, abandono, ternuras – transforma-se na força irresistível dos braços – em abraço, em atos fortes.

Eles reconduzem a uma fraqueza.

(Paul Valéry, Maus pensamentos & outros, editora Âyiné, 2016.)

Silencia.

O mundo tem se ocupado de diminuir nossa alma.

Respira.

Somos muito mais do que dizem que somos.

Vê.

Analisa com lupa o que merece ser visto, esse micromundo anônimo, desconhecido, que justifica toda a grandeza do universo, os mistérios da vida, a dor humana.

Escreve.

Caça histórias, escuta, recria, multiplica. Traz para perto o que está longe – o exílio, as dúvidas, as fogueiras, os atos e as palavras que nos formam, o que há de grandioso e de mesquinho nos seres humanos. Oferece a MEMÓRIA, esse tecido tramado de encontros e desencontros, essa peça que nos prega a um tempo outro, caminhado ou não, mas presente.

Ouve.

O convite de Eduardo Galeano (1940-2015), jornalista, escritor, pensador, narrador e caminheiro uruguaio, em seu O livro dos abraços, publicado no Brasil pela editora L&PM, em 1991. Põe-se sentado, ao lado dele, e o ouve narrar as histórias que ele foi coletando pelo mundo. Ouve os silêncios do branco da página ao fim de cada história e respira. Fecha o livro. Acredita “no livro, a partir da primeira página”, rouba suas palavras e diz que, embora não conheça aquele homem, acredita nele como se fosse seu sempre amigo. Imagina um mar de fogueirinhas multicores. Caminha. Abraça essas histórias. Conta as suas.


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